Christopher Nolan se despede do Batman

Esse sou eu tomando a liberdade de transcrever um post original do Supernovo, primorosamente elaborado pelo parceiro Leandro de Barros amplamente comentado pelos amigos do Botecão do Jack. Vale a conferida.

 

“Sexta-feira estréia nos cinemas brasileiros o tão aguardado Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge. Talvez você já deva ter ouvido falar desse filme em algum lugar, mas vale lembrar um pouco sobre o que é o longa.

Basicamente, o Batman se aposentou depois do Coringa atacar no filme anterior. Ficou 8 anos em um auto-exílio. Então surge um senhor chamado Bane, cheio de amor para dar, em Gotham. Quem precisa ressurgir para enfrentá-lo? O Batman, claro.

Definido o filme de maneira tão brilhante, vamos falar sobre o que viemos falar. Um usuário do SHH teve acesso à um depoimento de Christopher Nolan, em que ele fala sobre o processo de criação dos três filmes e “se despede” do Batman. O texto deve ser publicado em um livro especial sobre toda a trilogia recente do Morcegão. Aí vai a tradução à caçador:

Alfred. Gordon. Lucius. Bruce… Wayne. Nomes que vieram a significar tanto para mim. Hoje, eu estou à três semanas de dizer o meu último adeus à esses personagens e seus mundos. É o nono aniversário do meu filho. Ele nasceu enquanto as peças do Tumbler eram coladas na minha garagem. Tanto tempo, muitas mudanças. Uma mudança de cenários onde tiroteios ou helicópteros eram eventos extraordinários para dias de trabalho onde multidões de extras, demolições de prédios ou caos à centenas de metros no ar se tornaram algo familiar.

As pessoas perguntam se eu sempre planejei uma trilogia. É como ser perguntado o que você quer ser quando crescer, se vai casar, ter filhos. A resposta é complicada. Quando David [Goyer] e eu começamos a explorar a história de Bruce, nós flertamos um pouco com o que viria a seguir, mas já naquela época não queríamos olhar muito no futuro. Eu não queria o que Bruce não soubesse; eu queria viver tudo com ele. Eu disse à David e à Jonah [Nolan] para colocar tudo que sabiam em cada filme que a gente fizesse. Todo o elenco e a equipe colocaram tudo que tinham no primeiro filme. Ninguém se segurou, ninguém se poupou para o próximo filme. Eles construíram uma cidade inteira, então Christian [Bale], Michael [Caine], Gary [Oldman], Morgan [Freeman], Liam [Neeson] e Cillian [Murphy] começaram a viver nela. Christian agarrou um pedaço da vida de Bruce Wayne e a fez de maneira totalmente convincente. Ele nos levou à mente de um ícone pop e nunca nos deixou perceber por um instante a natureza fantasiosa dos métodos de Bruce.

Eu nunca achei que a gente fizesse um segundo filme – quantas boas sequências existem por aí? Por que correr esse ricos? Mas uma vez que eu vi para onde levar Bruce, e quando eu comecei a imaginar o antagonista, se tornou algo essencial. Nós juntamos todo o time novamente e voltamos à Gotham. A cidade mudou em três anos. Maior. Mais real. Mais moderna. E uma nova força do caos estava se aproximando. O palhaço mais assustador, como foi trazido à vida por Heath [Ledger]. Nós não nos seguramos, mas haviam algumas coisas que não tínhamos conseguido fazer no primeiro filme – um uniforme com pescoço flexível, filmar em IMAX. E algumas coisas que tivemos medo de fazer – destruir o Batmóvel, queimar a pilha de dinheiro do vilão para mostrar o seu desrespeito às motivações convencionais. Nós usamos a suposta segurança da sequência como uma licença para jogar a cautela pela janela e ir aos cantos mais sombrios de Gotham.

Eu nunca achei que a gente fizesse um terceiro filme – quantas bons terceiros filmes existem por aí? Mas eu continuei imaginando o final da jornada de Bruce e, uma vez que David e eu tínhamos descoberto, eu tinha de ver com meus próprios olhos. Nós voltamos para algo que nós mal nos atrevemos a suspirar naqueles primeiros dias na minha garagem. Nós estávamos fazendo uma trilogia. Eu chamei todo mundo de volta para outro tour por Gotham. Quatro anos depois, ainda estava lá. Parecia mais limpa, mais polida. A Mansão Wayne foi reconstruída. Rostos familiares estavam de volta – um pouco mais velhos, um pouco mais sábios… mas nem tudo era como parecia.

Gotham estava corroendo as suas fundações. Um novo mal borbulhava por baixo. Bruce tinha pensado que o Batman não era mais necessário, mas Bruce estava errado, como eu estava errado. O Batman tinha de voltar. Acho que ele sempre terá.

Michael, Morgan, Gary, Cillian, Liam, Heath, Christian… Bale. Nomes que vieram a significar tanto para mim. Meu tempo em Gotham, cuidando de uma das maiores e mais resistentes figuras da cultura pop, tem sido uma das mais desafiantes e recompensadoras experiências que eu poderia esperar. Eu vou sentir falta do Batman. Eu gosto de pensar que ele vai sentir a minha falta também, mas ele nunca foi particularmente sentimental“.

E é assim que Nolan se despede do seu Cavaleiro das Trevas. Controlem as lágrimas, o filme nem estreou ainda. Eu não estou chorando, só caiu um cisco no meu olho…”

 

Contagem regressiva para a estréia do filme mais aguardado de todos os tempos (ou não). E esse dia 27/07 que não chega logo?  😉

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